Sábado, 27 de Maio de 2006
NOITE DE POESIA EM VERMOIM

Sábado,
3 de Junho 2006

Pelas 21,30 horas


("Era o tempo das cerejas" - Maria Lourdes Gomes/05)

Era o Tempo das Cerejas

Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim
R. Padre Luís Campos, 44
4470-324 Maia

Esta é a capa do programa a ser destribuido na sessão de poesia do próximo sábado, dia 3 de Junho.
Normalmente mandava esta capa, em anexo a um mail, que enviava não só aos participantes da "Poesia na Net" mas também a alguns dos meus amigos e frequentadores das Noites de Poesia.
Acontece que os anexos eram extremamente "pesados" e desde esta última semana tenho tido bastantes reclamações.
Vamos lá ver se assim resolvo o problema.

Já agora:

Quero agradeçer o nome da canção (When a child is born);
Falta só o nome do intérprete...
Os meus agradecimentos à Lena F. e à Amita.
E conto com muita gente na próxima Noite de Poesia em Vermoim.
José Gomes

sinto-me: Aborrecido! Mas nem tanto...
música: Quem me ajuda? Falta só o nome do interprete
publicado por zeca maneca às 23:15
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006
...

Ao

Fernando Bizarro

(http://lusomerlin.blogspot.com)



O que é a vida?

É o clarão de um pirilampo na noite.
É o sopro de um bisonte no inverno.
É a pequena sombra que corre na erva e se perde no pôr do sol.

Descansa em Paz, camarada!



FRATERNIDADE

A fraternidade não se reduz à comunidade dos homens, ao seu ambiente mais imediato.
Estende-se até às estrelas mais longínquas.



O AMIGO

O Amigo surge como o vento da Primavera, com perfumes de flores e a doce luz do céu.
Mantém-se no limiar da alma, sempre alegre e benévolo.




José Gomes

 

sinto-me: TRISTE
música: "Canção de embalar" - Zeca Afonso
publicado por zeca maneca às 16:36
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2006
Timor - comemoração no Porto do 4º aniversário da independência

A bandeira e o hino nacional, Pátria, são dois elos que unem uma nação, um país, um povo.

 

Há pouco mais de dez dias nasceu, na Tane Timor, um desafio: a organização de um evento que assinalasse no Porto o 4º aniversário da independência de Timor Leste.


Foi um corropio coroado de êxito, de emoção, de alegria e sentimento, que conseguiu congregar mais de meia centena de timorenses.


Uma missa na Igreja de S. Nicolau, em que um grupo de jovens timorenses participou colaborando na celebração com os seus cânticos em Tétum, o rítmo das suas violas e a fé das suas palavras, deu origem às comemorações do 4º aniversário de Timor-Leste.


Finda a missa fomos todos até à Sede da Tane Timor, na Ribeira do Porto, onde o presidente da associação deu as boas vindas aos presentes que encheram as instalações e num breve discurso traçou os objectivos da Tane Timor e deixou bem marcada a sua alegria por aquela iniciativa dos timorenses, que espera ter continuação muito em breve.


Depois das palavras do organizador desta iniciativa seguiu-se os "Parabéns a Timor" cantado por todos os presentes e um brinde à jovem Nação.  Foi , então, cantado com sentimento e muita garra "Pátria" o Hino Nacional de Timor Leste.


Um debate sob o tema "A Comunidade Timorense do Norte de Portugal - Anseios, Objectivos e Deveres Culturais" congregou os timorenses presentes durante mais de uma hora, à volta dos seus problemas específicos.


Mas o povo de Timor é essencialmente alegre e foi ao som de muitas canções e muita música tradicional (timorense e portuguesa) que se preencheu o tempo até partirmos para um salão bem perto onde a festa/convívio continuou.


Só parou enquanto foi servido um jantar tradicional (a cozinheira fez jus à sua fama, fez a alegria da Milú que saboreou pratos da sua juventude, fez-me ficar a adorar aqueles petiscos com nomes esquisitos mas que estavam tão bons!!! - mesmo com picante daquele especial... - , fez a delícia dos mais velhos que já quase tinham esquecido o sabor destas iguarias...).


Depois seguiu-se músicas e cantares tradicionais que empolgaram todos os presentes.


Até tiveram a lata de me virem buscar - imaginem, a mim que danço como uma vaca coxa!!! - para entrar numa dança de roda.


Diverti-me e senti-me tão bem no meio da juventude timorense, no meio de amigos que já não via há muitos anos, de ouvir contar vivências passadas nessa terra que sempre me apaixonou, apesar de nunca a ter conhecido.


Pátria, Pátria, Timor-Leste, nossa Nação.
Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação.


Obrigado Timor-Leste, por este domingo em que tive a oportunidade de ser tratado como um filho teu.

 


José Gomes


sinto-me: feliz por ter estado convosco.
música: "Lorosae"
publicado por zeca maneca às 00:04
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006
Adriano Correia de Oliveira

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
 
Nas tuas mãos tomaste uma guitarra
Copo de vinho de alegria sã
Sangria de suor e de cigarra
Que à noite canta a festa da manhã.
 
(…)”
In “Memória de Adriano”, soneto de Ary dos Santos
 



Adriano Correia de Oliveira nasceu na Rua Formosa, 370, no Porto, a 9 de Abril de 1942.
 
Meses depois foi morar para Avintes, para a Quinta das Porcas, um local pitoresco do Rio Douro.
 
Fez a Escola Primária (em Avintes) e o Liceu no Porto (Liceu Alexandre Herculano).
 
Em 1957 foi fundada a União Académica de Avintes (UAA), da qual foi um dos fundadores. Foi aqui que se iniciou no Teatro Amador e foi atleta da equipa de voleibol desta associação e acompanhou-a desde os campeonatos regionais até à consagração de campeões nacionais da I Divisão.
 
Apenas com 17 anos (1959), matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra que acabou por não terminar.
 
Tornou-se atleta da secção de voleibol da AAC (Associação Académica de Coimbra), tendo sido, em 1960, campeão regional da II Divisão.
 
Ainda em 1959, integrado no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica de Coimbra, abrilhantou bailes de estudantes, cantando e tocando guitarra eléctrica, ao lado de José Niza, José Cid, Proença de Carvalho e outros...
 
Tornou-se membro do Orfeão Académico, colaborou em serenatas, em manifestações musicais e culturais e participou activamente nos movimentos estudantis dos anos sessenta.
 

 

 

 

 

Iniciou-se no Fado Coimbra, acompanhando o Grupo Eduardo Melo nas serenatas pelas noites frias das ruas da cidade de Coimbra.
 
Numa festa de recepção aos caloiros, na Faculdade de Medicina de Lisboa, Adriano Correia de Oliveira cantou, pela primeira vez em público, a “Trova do Vento Que Passa”.
 
Adriano Correia de Oliveira recolheu, seleccionou e gravou canções de raiz popular, nomeadamente trechos do folclore minhoto, beirão e açoriano.
 
Gravou vários álbuns, cantou poemas de autores portugueses e melodias que encantaram e prevaleceram como baluartes da canção de intervenção. Ainda nos tempos de hoje essas canções emblemáticas continuam a ser bandeiras de luta do nosso dia a dia.
 
Ao lado de José Afonso, Manuel Freire, Luísa Bastos, José Jorge Letria, Francisco Fanhais, José Mário Branco – e tantos outros –, deu sempre o seu melhor, o seu testemunho do profundo amor à causa da Liberdade, levando – através das suas canções e dos seus actos -  mensagens, conforto e ânimo aos companheiros exilados, presos ou que tinham de sufocar os ideais democráticos.
 
Muito cedo nos deixou, quando estava no auge da sua carreira. A morte surpreendeu-o a 16 de Maio de 1982, em Avintes, com apenas 40 anos de idade.
 
(…)
 
O corpo grande a alma de menino
Trazia no olhar aquele assombro
De quem queria caber e não cabia.
 
Os pés fora do berço e do destino
Pediu uma cerveja e poesia.
E foi-se embora de viola ao ombro.
 
In “Adriano” soneto de Manuel Alegre
 
 
 

 

«Espero que o trabalho que está feito sirva para estimular os jovens
na procura de soluções  que retratem os problemas do seu tempo.»
 
Adriano Correia de Oliveira

 É tempo de Adriano voltar a cantar!

 


 

sinto-me: Deixem Adriano cantar...
música: "Lira" - canta Adriano Correia de Oliveira
publicado por zeca maneca às 23:00
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006
Noites de Poesia em Vermoim...

 


jogos de água...


No passado sábado a Poesia voltou a Vermoim. Casa cheia e intervenientes que cativaram a assistência.

Trinta poetas disseram poemas do tema (Cantigas de Maio) ou/e do tema livre.

Tivemos, desta vez, a presença simpática da música chamada erudita, interpretada por Teresa e Margarida Vilas Boas (viola de arco e flauta) e Romeu Monteiro (flauta).

Música diferente numa sessão em que foi lembrado Adriano Correia de Oliveira  (faria 64 anos no próximo dia 16 de Maio).

Salientamos a presença da jovem Bruna (8 anos) que nos leu este poema da sua autoria:

Abril das águas mil

Agora em Abril só chove à noite
Quando todos estão a dormir
E ninguém se parece importar
Agora faz Sol todo o dia
E é uma grande alegria poder brincar

Agora, nada de águas
Nada, de guarda-chuvas
Só atrapalham
Só quero praia e gelados
E férias
Amigos por todo o lado

Agora em Abril
Nem águas, nem mil
Só esplanadas
Só brincadeira
Sentar numa cadeira a comer chocolates
Brincar com os cães na areia

Abril enganou-se este ano
Só fez asneira...

Este tempo de Primavera, mais ameno, mais quente, troxe-nos a presença querida da Dra. Maria de Luz Mouta, a nossa veterana das Noites de Poesia, que nos interpretou dois belos poemas.

Da "Poesia na Net", representada por poemas enviados pela Isabel Cruz, o João Diogo, a Manuela Pimenta e a Alice Duarte,  foi escolhida a poesia que a seguir publicamos:

Em Maio

Em Maio
de cerejas
Escorre lento
Rubro Sentimento
de Papoilas ao vento.

Em Maio
Me entrego,
Em fremente desejo,
Ao Fogo de um Beijo.

Em Maio
Renasço.

Em Maio
Revivo.

Em Maio
Sou Nuvem.

Em Maio
Sou Ave.

Em Maio
Sou Alfazema,
Rosmaninho,
De Perfume suave.

Em Maio
Voo no Sonho
De poder SER
Em Maio.

(Manuela Pimenta)

Mais uma Noite de Poesia em Vermoim que terminou já passava da meia-noite com mais uma interpretação pelo Romeu, a Margarida e a Teresa debaixo do olhar ternurento da mãe Teresa Vilas Boas e por todos os presentes que lhes dispensaram uma bem merecida salva de palmas.

Voltaremo-nos a encontrar a 3 de Junho, no mesmo local e à mesma hora, com o tema "Era o tempo das cerejas".

 

Até lá, tudo de bom.

 


 

 

sinto-me: com esta fraca reportagem...
música: O Sol perguntou à Lua - Adriano Correia de Oliveira
publicado por zeca maneca às 16:32
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2006
Noite de Poesia em Vermoim

 

Por alguma razão, os emails que enviei aos habituais frequentadores das Noites de Poesia em Vermoim não chegaram ao destino, sendo pura e simplesmente devolvidos!

Tive um problema a nível deste computador que só a partir de hoje - penso!... - ficou resolvido.

Este foi o convite enviado tanto pelo correio como pela Net:

E como o tema é "Cantigas de Maio" fiquemos com o poema e a voz do Zeca:

Cantigas de Maio
 
Eu fui ver a minha amada
Lá p'rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim
 
Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal
 
Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir
 
Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se escantar
 
Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender
 
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
 
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu ai Deus mo levou
 
Zeca Afonso
 
 Um abraço do José Gomes

 

sinto-me: com este tipo de música...
música: Cantigas de Maio - José Afonso
publicado por zeca maneca às 18:55
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