Domingo, 30 de Setembro de 2007
Um sábado para recordar...











Foi no sábado passado que passamos um dia maravilhoso na casa da Ró e do Alcino. Fomos logo recebidos pelo Ringo que nos fez as honras da casa. Nunca mais nos deixou!  E, então, foi um companheiro inseparável da Sónia!!!...

A Ró e o Alcino tudo fizeram para que este dia fosse um encontro com a natureza e a amizade. Foi um dia em que nos deram a sua alegria e nos mostraram como a natureza é bela, quando tudo o que nos rodeia respira Paz e Amizade.

Obrigada, amigos, por este sábado maravilhoso!!!

Este dia ilustro-o com seis fotografias de muitas outras que tirámos. Se clicarem em cada uma delas vão ter a foto em tamanho real.

Como não poderia deixar de ser, dedico-vos, além destas fotos, este belo soneto da nossa Florbela Espanca:


Charneca em Flor


Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...

Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!

E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...

Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!


Florbela Espanca










sinto-me: feliz p/ compartilhar este dia
publicado por zeca maneca às 21:05
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
O mar... pôr do sol em Matosinhos

Foi num sábado à tarde que fomos até Matosinhos! Um sábado frescote, já com o Sol a dirigir-se para outras terras... demos o gosto ao dedo e tiramos dezenas de fotografias! Dessas escolhi cinco que vão encabeçar outros tantos poemas de Sophia Mello Breyner Andresen.






Mar

 

De todos os cantos do mundo

Amo com um amor mais forte e mais profundo

Aquela praia extasiada e nua

Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.





As ondas

 

As ondas quebravam uma a uma

Eu estava só com a areia e com a espuma

Do mar que cantava só para mim.





Mar sonoro

 

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho.

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim.






Praia

 

Na luz oscilam os múltiplos navios

Caminho ao longo dos oceanos frios

As ondas desenrolam os seus braços

E brancas tombam de bruços

A praia é longa e lisa sob o vento

Saturada de espaços e maresia

E para trás de mim fica o murmúrio

Das ondas enroladas como búzios.






Liberdade

 

Aqui nesta praia onde

Não há nenhum vestígio de impureza,

Aqui onde há somente

Ondas tombando ininterruptamente,

Puro espaço e lúcida unidade,

Aqui o tempo apaixonadamente

Encontra a própria liberdade.

 

(Sophia de Mello Breyner Andresen)


 




sinto-me: Bem!Consegui fazer este artigo
música: Cantata da Paz - Francisco Fanhais
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publicado por zeca maneca às 22:33
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
As minhas férias…

As minhas não… as nossas férias, sonhadas quase desde o início do ano! Há oito anos que não fazíamos férias juntos. Desta vez teria comigo a minha filha! E fazem-se planos, projecta-se a viagem até ao mais ínfimo pormenor, escolheu-se uma terra que sabíamos que teríamos umas férias agradáveis.

 

Mas a Vida é uma caixinha de surpresas e desta vez pregou-nos uma partida… mas não quero ser tão pessimista como o Zé Manel! Soube aproveitar todos os momentos que passamos juntos e assim consegui dar forças à Sónia para ultrapassar o problema.

 

Aqui vos deixo algumas fotos… há mais, mas estão no computador da minha filha:


 

Próximo do hotel havia uma extensão de terreno, com o mar ao fundo, que nos intrigava. A areia mais junto ao mar era avermelhada e mais junto à terra de cor branca.
Um dia fomos, debaixo de um sol abrasador, pesquisar essa zona e descobrimos que era uma praia de sal avermelhado. Não havia areia, apenas sal... e caminhei por cima dessa massa que cedia, com um crepitar curioso.



Mais próximo da estrada esse sal era branco (um branco sujo, mas diferente do outro). Claro, além de fotografias trouxemos amostras dos dois tipos de sal.



À porta do hotel, saído do jardim da entrada, esta libelinha aproveitava (penso eu!) o ar fresquinho que saía lá de dentro. E as suas asas faziam um ruído curioso. Depois das fotografias, continuou calmamente neste mesmo lugar

 


A piscina do hotel era encantadora. Rodeada de verdura, palmeiras majestosas, águas apetitosas. Uma espécie de cachoeira caía para o andar inferior, cravejado de vegetação. O efeito das luzes coloridas, à noite, dava uma atmosfera de paz e de relaxe.
Foi aqui que passei grande parte do meu tempo, molhando-me, nadando, descansando nas espreguiçadeiras. A Sónia (sempre que possível) e o Zé Manel fizeram-me companhia. Até a amiga da Sónia foi uma companhia encantadora!
 


Foi na Praia de S. Juan de Alicante que tomamos o nosso banho de mar todos juntos. A água de mediterrâneo sempre me encantou! Não me custou a entrar e nadei com a Sónia. Ainda deu para apanhar o sol das 17 horas, beber os granizados que suspirávamos à tanto tempo!

Deixo aqui uma palavra de amizade à Paquita que nos acompanhou sempre nas nossas aflições. Foi um prazer estar contigo, apesar de não ter sido como tu querias. Desta vez, Paquita, não queríamos estar a incomodar-te. Mas numa próxima vez, amiga, faremos a tua vontade!!!

O regresso a casa não foi famoso, a viagem foi cansativa mas chegamos sem sobressaltos de maior.

A Paz nunca chega de surpresa. Não cai do céu como a chuva. Vem ter com quem a prepara.


Um bom fim de semana para todos vós.

 



 

sinto-me: cansada!
música: Fascinação - Elis Regina
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publicado por zeca maneca às 00:17
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