Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005
NATAL, HOJE - Alice Duarte
Natal.JPG

Continuando com a publicação dos poemas recebidos no âmbito "Poesia na Net", das "Noites de Poesia em Vermoim...", calhou agora a vez do poema enviado pela Alice Duarte, de Lisboa.
Companheira dedicada desde Outubro do ano passado, altura que começamos com esta experiência, é uma senhora de uma rara sensibilidade bem presente na prosa e na poesia que escreve.
Mas mais palavras para quê?!!!

Natal, hoje

Jesus hoje
num qualquer canto do terceiro mundo.
Reis, não terá em adoração
talvez algum chefe da guerrilha
se comova com o choro daquele frágil ser.
Mais um miúdo, afinal, para morrer cedo.
Pastores, talvez
que ainda os há, de olhos doridos
e mãos sem ofertas.
A vida depende das contas bem certas.
Menino com fome, doenças
fugindo das minas, das bombas, das balas
dormindo ao de leve, sem sono profundo.
Se o avião que passa não acertar na gruta
se outra guerrilha não olhar o pardieiro
se escapar à doença
se encontrar comida
dirá a mensagem ao mundo inteiro.
Não terá apóstolos, chega a televisão.
Expulsará os vendilhões
que lhe infestam os templos
políticos, lobbies, multinacionais
e outros que mais.
Dirá:
Amai-vos uns aos outros!

E morrerá assassinado num qualquer buraco
que amor é palavra punida hoje em dia
como naquele tempo
em que, com estrela, reis e pastores
num pequeno estábulo de Belém
um natal de esperança acontecia.

Alice Duarte

Poesia na Net
2 Dez. 05

publicado por zeca maneca às 22:40
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17 comentários:
De Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 13:35
Parabéns Zé, por postares este Belíssimo Poema da Alice!
Parabéns Alice pela beleza do mesmo, apesar da tristeza e desesperança nele contida.
Eu, mesmo sabendo que a realidade é esta, continuo, teimosamente a resistir, acreditando, profundamente que o Mundo vai melhorar e que este é o Século do Regresso.
Beijos de Luz da
Maria Mamede
Maria Mamede
</a>
(mailto:maria.mamede@hotmail.com)
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2005 às 18:20
jmadureira.sapo.blogs.pt, venham ver
joão madureira
</a>
(mailto:jmadureira@sapo.pt)
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2005 às 18:20
jmadureira.sapo.blogs.pt, venham ver
joão madureira
</a>
(mailto:jmadureira@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 22:35
"...E morrerá assassinado num qualquer buraco
que amor é palavra punida hoje em dia
como naquele tempo
em que, com estrela, reis e pastores
num pequeno estábulo de Belém
um natal de esperança acontecia."

A sensibilidade da Lique, num Poeta soberbo e mais actual que nunca!

Um abraço ;)

Menina_marota
(http://meninamarota.blogspot.com/)
(mailto:Menina_marota@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 22:30
Um Poema tão actual, para uma noite tão antiga...

Gostei da forte composição deste Poema, em que alia várias realidades da Vida.

Grata Lique, por nos ofereceres um Poemas assim.

Grata Zé por o publicares e assim tomar conhecimento, já que faltei a esta Noite, mas sabes os motivos da minha ausência.

Um abraço carinhoso e boa semana para todos ;)Poesia Portuguesa
(http://portuguesapoesia.blogspot.com/)
(mailto:portuguesapoesia@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 22:28
Parabéns! O seu blog está agora a votação em www.iloveyourblog.com!iLoveYourBlog
(http://www.iloveyourblog.com)
(mailto:ilyb@iloveyourblog.com)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 21:30
O encanto também da Poesia neste bonito trabalho que aborda o Natal. Beijinhos.Maria do Céu Costa
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 21:30
O encanto também da Poesia neste bonito trabalho que aborda o Natal. Beijinhos.Maria do Céu Costa
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 13:37
Oh Zé!!
Até o Sapo reconhece o teu esforço tão bem conseguido! Olha que não é lá muito habitual um reconhecimento público destes...
Parabéns!

Continuo a não conseguir ouvir a música, mas acho que isso tem a ver com o plug in que eu uso ou não uso. P.e., não tenho instalado o RealPlayer e é capaz de ser isso...

Bjnhs.
RosaRosa Teixeira Bastos
(http://spaces.msn.com/members/rosateixeirabastospoesia/)
(mailto:rosabastos@oninetspeed.pt)
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2005 às 13:29
Este belo poema é a prova de que a verdade também pode ser poética... Gostei muito!

Um beijo,
RosaTeixeiraBastosRosa Teixeira Bastos
(http://spaces.msn.com/members/rosateixeirabastospoesia/)
(mailto:rosabastos@oninetspeed.pt)

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