Quinta-feira, 9 de Março de 2006
A Poesia na Net na Noite de Sábado, 4 Março 06
Resende.jpg 




Primavera de Narcisos

Primavera
É cores pastel
Sabores de mel

Primavera
É Renascer
Florescer

Primavera
É Esperança de Abundância
Latente numa Semente

Primavera
É sonhar
Atlântidas
Pr'além do Mar.

Primavera
É encanto
É feitiço
Primavera
É mudança
É sorriso de narciso
Na face de uma criança.

Primavera 
É esta Poesia
Que aquece
A Alma vazia.



          Manuela Pimenta
          Poesia na Net
          4 Março 06





Narcisos em tempo errado

Disseste que os narcisos
viriam na mesma hora
em que o sol me envolvesse.
Que em tuas mãos chegariam
ternura em molhos tecida.
Prometeste as mesmas cores
que em teu olhar ficariam
como promessa de amor
como uma luz renascida

Mas a vida em gargalhadas
das promessas desdenhou.
No meu colo em braçadas
narcisos irão florir
e o nosso tempo passou.

          Alice Duarte
          Poesia na Net
          4 Março 06






 “Momento Final”

Oiço a música ao longe
Enquanto estou no computador
Concentro-me para escrever,
Mas não sai nada.
Só começa a música
A entrar em mim
Já não sei se sou eu que a oiço,
Se é ela que toma conta de mim.
Movimento o corpo como uma autista
Ao ritmo da música.
Bateria, viola, violinos, vozes, aplausos…
Tudo soa dentro de mim
Com os dedos parados no teclado
Olho para as letras
E imagino-me a tocar o piano.
Não sei descrever como me sinto
Vivo a música intensamente
Sei que será assim
Até ao “Meu Momento Final”.

          Wind - Isabel Cruz
          Poesia na Net
          4 Março 06





Primavera

Como a primavera é bela
Fresca, verdejante, viçosa...
Sua seiva é como se fora donzela
Pura, arejada, odorosa.

O seu viço tem a frescura
Duma manhã fria de alvorada!
Contudo ela exala quentura
Da sua natureza aromatizada.

Primavera, flores em  botão,
Em seu seio fortalecidas...
Do seu ventre como então
Crescem raízes concebidas.

A primavera do calendário
Que em Março se esmera;
Tem no seu espaço hereditário
A natureza que a prolifera.

A natureza tem beleza
Como também seus anfitriões;
Porquanto é natural a riqueza
Oriunda das quatro estações.

Esta em questão tem o odor
Quer nos plantios ou roseirais,
Onde os seus brotos em flor
Inebriam, como o chilrear dos pardais.

A flor desabrocha o seu gérmen;
As andorinhas deixam a hibernação;
Os campos de verde se vestem
Tornando florida a vegetação.

A primavera vem acalentar
Numa toada verde, viçosa,
O meu projecto de perpetuar
A mais linda natureza em prosa.

          João Diogo
          Poesia na Net
          4 Março 06




 


Sem título

Eu queria escrever cartas de amor
Eternamente.
Viver entre palavras de amor
Escritas apenas, nunca ouvidas.
Respirar silêncios de amor,
Nunca entendidos.

O sentir na ponta da caneta,
O sofrimento traduzido na letra,
O prazer dessa angústia de amar
Entrando pelos olhos dentro.

Viver em cartas de amor,
Espojar-me no egoísmo profundo
De amar só no papel.

          Ana Duarte
          Poesia na Net
          4 Março 06

---------------------------------------------------------------
Esta foi a colaboração dos nossos poetas que participaram na "Poesia na Net", rubrica que "Noites de Poesia em Varmoim"  vem acarinhando há dois anos.
Obrigado pela participação.

José Gomes



publicado por zeca maneca às 15:48
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1 comentário:
De Anónimo a 10 de Março de 2006 às 20:02
Olá, Zé! Renovado OBRIGADA pelo destaque dado ao que escrevo. É sempre de ficar orgulhosa ver um texto meu publicado, coisa que, como tu bem sabes, nunca me passou pela cabeça ser possível acontecer. Continuação de mil sucessos! Um Abraço AmigoM.P.
(http://palavrejando.blogspot.com)
(mailto:mnpta@netcabo.pt)

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